Uma lenda chinesa conta que, enquanto uma imperatriz daquele país tomava chá sob uma amoreira, um casulo caiu em sua xícara.

Ao tentar retirá-lo, o casulo se desenrolou revelando um fio fino e muito resistente, usado para tecer um manto para o imperador. Estava descoberta a seda, tecido que despertou a paixão de muitos povos e mudou a História.

Sua busca motivou a criação de uma das maiores rotas comerciais do mundo antigo, que ligava a Europa à Ásia. O coração da chamada Rota da Seda eram justamente cidades do Uzbequistão.

Respirando história

O passeio começa pela capital Tashkent. Com 3 milhões de habitantes, é a cidade mais moderna do país e principal polo econômico da Ásia Central. São cerca de 2 mil anos e inúmeras atrações. Entre essas estão a Grande Mesquita de Sexta-feira e a Mesquita Telia Cheikh (ambas do século 19) e a Madrassa Barak Khan, do século 16. Os museus de Belas Artes, o Amir Timur e o memorial às vítimas da Segunda Guerra Mundial (mais de 500 mil soldados uzbeques morreram na época) também merecem visita.

Dica de especialista: a Rota da Seda

A 960 quilômetros da capital está Khiva, importante entreposto da Rota da Seda. A “Joia do Deserto”, guarda arquitetura muçulmana preservada, o que faz com que a cidade seja considerada Patrimônio Mundial da Humanidade.

Ali estão preciosidades, como a Kalta Minor, o Castillo Kunya Ark, a Madraça Mohammed Rahim Khan, Minarete e Madraça Islom Khodja, o harém Tash Hovli, o Mausoléu de Pahlavan Mahmud e a Mesquita Juma.

Uma das principais paradas das caravanas da Rota da Seda é Bukhara. Desde 1993, seu centro foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Dois pontos importantes são o Mausoléu e o Manancial Chashma Ayub, do século 14, também conhecido como “A Fonte de Job”, sagrado porque acredita-se que suas águas são puras e com propriedades curativas devido a uma suposta visita do profeta Job.

Samarcanda é conhecida como “Cidade Turquesa” porque exibe as cúpulas azuis do complexo arquitetônico onde estão as tumbas do herói nacional do Uzbequistão, Amir Timur, de seus filhos Shahrukh e Mirão Shah e de seu neto, o astrônomo Ulugbek.

Documentação para viajar

Quem decide conhecer as belezas uzbeques deve contar com ajuda especializada de uma operadora de viagens no Brasil. É preciso visto de entrada, mas o Uzbequistão não tem representação diplomática no país e, para obter o documento, é necessário uma carta convite emitida por uma agência de turismo uzbeque.

A visita vale a pena. Visitar os mercados, mesquitas, madraças e os inúmeros palácios e monumentos é como estar em uma máquina do tempo, retornando a um passado focado no comércio da seda e na troca de conhecimentos que resultaram no mundo como é hoje.

Em busca de realizar um sonho, Lucila se tornou empresária aos 28 anos quando fundou a Raidho Viagens em 1990, uma operadora especializada em turismo para lugares exóticos e roteiros de experiência. Formada em Letras e pós-graduada em Marketing, já viajou para mais de 70 países, sendo 15 visitas à Índia, destino pelo qual é apaixonada e considerada uma autoridade. Devido a isso, é perita em roteiros incomuns para conhecer culturas e filosofias milenares e os costumes de cada povo, visando o enriquecimento interior junto às belezas dos locais.
Inovadora e conhecida por lançar tendências no mercado, oferece junto à Raidho, excelência na qualidade de serviços e tem orgulho em ter conquistado o prêmio de melhor Operadora da América Latina em viagens para a Índia, pelo governo, por três anos consecutivos.